Padre António Vieira - um dos mais extraordinários espíritos que Portugal produziu e uma figura ímpar da História Universal - nasceu há 400 anos, no dia 6 de Fevereiro.
Missionário, pregador, político, defensor dos pobres, dos escravos e das outras culturas, Padre António Vieira foi perseguido pela Inquisição e venceu-a, falava e escrevia as principais línguas da Europa e do Brasil e produziu obras-primas que, quatro séculos depois, continuam a arrebatar quem as lê.
Isabel Almeida, professora de literatura, e José Pedro Paiva, historiador, revisitam a frescura da obra e da vida de Padre António Vieira, numa emissão que lhe traz ainda os principais acontecimentos culturais da atualidade.
Outra forma de desvendar a obra sermonística e missionária de Vieira: o Teatro.
Mais uma descoberta no "Tubes" que resolvi trazer para aqui, junto com a sinopse que acompanha o vídeo.
Marcelo Lafontana, director do TFA -- Teatro de Formas Animadas de Vila do Conde (Portugal), encena e interpreta este espectáculo, criado a partir da adaptação de um dos mais famosos textos da oratória sagrada portuguesa, o Sermão de Santo António aos Peixes, do Padre António Vieira, o Imperador da língua portuguesa, no dizer de Pessoa.
Esta nova produção do TFA envolve a montagem de um espectáculo performativo pluridisciplinar, promovendo a fusão entre o teatro, os recursos tecnológicos da Multimédia, e as técnicas da Oratória Barroca.
Num andar aqui mais abaixo, recebemos um convite da Equipa de Recursos e Tecnologias Educativas da Direção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação para registar o nosso Experiências em Português no catálogo BloguesEDU.
Ficámos surpreendidos e, ao mesmo tempo, muito satisfeitos. Mais ainda porque o nome Teresa Pombo é uma referência na exploração, criação e partilha de recursos TIC na área do ensino do Português. Ou seja, a Professora TeresaPombo foi, e é, uma inspiração para muitos docentes, para muitos alunos.
Pela nossa parte, até porque nos unem umas certas raízes beirãs, queremos dizer-lhe, Prof. Teresa, bem-haja!
Aqui ficam apenas alguns enlaces para as suas múltiplas atividades na rede:
Uma entrevista na Web com o grande pregador imaginada pelo professor Manuel Maria, que podes ler num sítio de referência, com muita informação útil sobre este e outros conteúdos. Clica para acederes ao Farol das Letras.
Em andanças, saltos e recuos, descobri esta versão no "Tubes", dobrada em português do Brasil, bem como a sinopse que a acompanha.
É verdade que este filme requer um écran gigante mas, à falta de melhor, aqui fica para reverem ou verem no fim de semana.
Em pleno século XVIII, mais de duzentos anos após a descoberta do Brasil, havendo falta de mão-de-obra, os índios eram caçados e forçados a servir como escravos nas plantações dos colonos Europeus. A Companhia de Jesus, ordem religiosa jesuíta, teria então por missão evangelizar os índios, e, uma vez convertidos à Fé Cristã, os índios estariam a salvo da escravidão. Já no século XVIII, em São Paulo e Minas Gerais, sendo a mão-de-obra escrava ainda muito procurada, e porque muitos índios locais já haviam migrado mais para o Sul, iniciou-se o processo de uso das entradas e bandeiras, incursões na mata de grupos de caçadores de novos escravos, na região das Missões jesuíticas. Aí se deu um confronto histórico, em que as Missões, com centenas de índios catequizados, que já conheciam a música clássica, a escrita, e a Bíblia, viriam a ser capturados eventualmente, em confrontos com os Bandeirantes.
O filme retrata este período - da chegada dos bandeirantes às Missões. E o único apoio às Missões seria agora do Rei de Espanha (pois as Missões eram reduções espanholas). As cortes iluministas da Europa opuseram-se aos ensinamentos e influência da Companhia de Jesus, e é certo que as autoridades portuguesas viam certas vantagens em livrar-se da presença da mão religiosa nesta área, pretendendo escravizar as comunidades índias abrigadas sob a protecção das Missões. O filme culmina quando as coroas Portugal e Espanha, em conluio com o emissário do Papa, e após a celebração do Tratado de Madrid, procedem à exclusão do catequização dos índios, por conta da pressão e da possível supressão da ordem jesuíta acusada de regicídio pelo Marquês de Pombal, ficando estes à mercê dos bandeirantes paulistas, e quando alguns jesuítas permanecem tentando defendê-los.