sexta-feira, 27 de abril de 2012

As corridas de cavalos

Hoje vamos ao cinema!
My fair Lady, diz-vos alguma coisa? 
É um filme de 1964 da autoria de George Cukor, baseado na peça teatral Pigmalião de George Bernard Shaw, e protagonizado pela inesquecível Audrey Hepburn, no papel de Eliza Doolittle.
Sinopse
A ação de My Fair Lady desenrola-se em Londres, no início do séc. XX, e conta a história de Eliza Doolittle (Audrey Hepburn), uma mendiga que vende flores pelas ruas escuras da cidade.
Numa noite, Eliza conhece um culto, solteirão e misantropo professor de fonética, Henry Higgins (Rex Harrison). Este, quando ouve o horrível sotaque de Eliza, aposta com o amigo, Hugh Pickering, que é capaz de transformar a simples vendedora de flores numa dama da alta sociedade, num espaço de seis meses.
O filme relata, de forma humorada, as sucessivas tentativas de Higgins em ensinar a Eliza regras de etiqueta, gramática e dicção e o choque de personalidade entre eles, até ao ponto em que se apaixonam.
fonte: Infopédia

Para além do visionamento do vídeo, proponho-te um desafio: encontra as semelhanças e os contrastes entre as corridas de cavalos no Hipódromo de Belém, narradas no capítulo x d´Os Maias, e estas de Ascot, magnífica e caricaturalmente retratadas no filme.


Já que a cena não é legendada, deixo também a Ascot Gavotte Lyrics, que fui buscar aqui, dedicada aos "amantes" de inglês.

Every duke and earl and peer is here
Everyone who should be here is here
What a smashing, positively dashing spectacle
The ascot opening day

At the gate are all the horses

Waiting for the cue to fly away
What a gripping, absolutely ripping
Moment at the ascot opening day

Pulses rushing, faces flushing

Heartbeats speed up, I have never been so keyed up
And second now they'll begin to run,
Hark a bell is ringing, they are springing forward look, it has begun

What a frenzied moment that was

Didn't they maintain an exhausting pace?
'Twas a thrilling, absolutely chilling
 

Running of the ascot opening race 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O Grande Antero

Comemora-se hoje o  170º (centésimo septuagésimo) aniversário do nascimento de Antero Tarquínio de Quental.

O google português assinala a efeméride assim:


Contemporâneo de Eça, Quental foi o espírito brilhante e indomável que liderou a promissora geração 70, impulsionando e dando corpo a múltiplas realizações como a fundação do Cenáculo, do Jornal A República, das Conferências do Casino...

No programa destas últimas, para além da oração inaugural, proferiu a célebre Conferência sobre «A causa da decadência dos povos peninsulares nos três últimos séculos» (texto argumentativo).

Exímio sonetista, Antero foi o poeta da contradição sofrida entre o sonho e a razão, considerando a poesia como "Voz da Revolução", como forma de alertar as consciências para as desigualdades sociais e para os problemas da humanidade.

Deixo-vos com um dos seus sonetos meus preferidos:

A um poeta
Surge et ambula!*
 
Tu que dormes, espírito sereno,
Posto à sombra dos cedros seculares,
Como um levita à sombra dos altares,
Longe da luta e do fragor terreno.

Acorda! É tempo! O sol, já alto e pleno
Afugentou as larvas tumulares...
Para surgir do seio desses mares
Um mundo novo espera só um aceno...

Escuta! É a grande voz das multidões!
São teus irmãos, que se erguem! São canções...
Mas de guerra... e são vozes de rebate!

Ergue-te, pois, soldado do Futuro,
E dos raios de luz do sonho puro,
Sonhador, faze espada de combate!
Antero de Quental

* «Ergue-te e caminha», palavras de S. Pedro dirigidas a um paralítico, em nome de Jesus Cristo (Actos dos Apóstolos, 3, 6).



quinta-feira, 12 de abril de 2012

Eis o último episódio da série que temos vindo a divulgar.
O balanço de uma existência com tantos projetos de ação, que tanto prometia e, afinal, se dissipou no ócio, no diletantismo, em atitudes românticas em que o sentimento se sobrepunha à razão.
Carlos e Ega, dois vencidos da vida, falam do seu desencanto enquanto correm atrás da lanterna do americano. Uma vaga luz na escuridão da vida, de um país.


Mas afinal qual é o mérito de Eça de Queirós?
Que é isso da modernidade de Os Maias?

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Grandes Livros - Episódio 1: "Os Maias", Eça de Queirós (Parte 4/5)

"Vá lá tão", vamos ao penúltimo capítulo... para fruir nestes últimos dias de pausa.
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domingo, 4 de março de 2012

Vai um Egafilmes?

Os Egafilmes, ou publifilmes sobre Os Maias, são clips de vídeo criados por alunos do 11º ano, como vós, publicados num blogue de disciplina, melhor que o nosso, que pretendem conhecer e dar a conhecer o romance de Eça de Queirós.
Cliquem no link e ... espreitem!


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Grandes Livros - Episódio 1: "Os Maias", Eça de Queirós (Parte 2/5)

«A obra de Eça de Queirós não envelheceu, podia ter sido escrita esta manhã.»

Continuamos com a publicação dos vídeos do episódio sobre Eça de Queirós e Os Maias, da série Grandes Livros, que passou na RTP2.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Divirtam-se, ó mefistófoles!


Imagem da net

Mefistófeles é uma personagem satânica da Idade Média, conhecida como uma das encarnações do mal, aliado de Lúcifer e Lucius na captura de almas inocentes através da sedução e encanto através de roubos de corpos humanos atraentes. Mas é um dos demónios mais cruéis e em muitas culturas também se toma como sinónimo do próprio Diabo.

Durante o Renascimento, era conhecido pelo nome de Mefostófiles, forma da qual deriva uma das suas possíveis etimologias, segundo a qual o nome procede da combinação da partícula negativa grega μὴ, φῶς (luz) com φιλής (o que ama), ou seja, "o que não ama a luz". No entanto, o significado da palavra não foi estabelecido por completo. Butler menciona que o nome sugere diferentes conjecturas nos idiomas grego, persa e hebreu. Entre os nomes sugeridos estão Mefotofiles (inimigo da luz), Mefaustofiles (inimigo de Fausto) ou Mefiz-Tofel (destrutor-mentiroso).[1]
  
Na literatura
Mefistófeles é um personagem-chave em todas as versões de Fausto, sendo a mais popular destas, a do escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe. Mefistófeles aparece ao Dr. Fausto, um velho cientista, cansado da vida e frustrado por não possuir os conhecimentos tão vastos como gostaria de ter, e este decide entregar-lhe a sua alma em troca de alcançar o grau máximo da sabedoria, ser rejuvenescido e obter o amor de uma bela donzela.
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