Para vos poupar a «trabalheira da procura», trouxe para aqui os quatro pequenos vídeos sobre a importância dos sentidos, das perceções sensoriais, na poesia de Cesário. Saciem-se de luz e cor, cheiros, sons, paladares...
O vídeo de hoje é a continuação do que foi publicado na última postagem, com mais informações sobre a vida e a obra de Cesário.
É muitíssimo interessante, sobretudo pelas imagens de Lisboa e da vida antigas, nas quais podemos ver refletidas as palavras do poeta, ou vice-versa...
Clica neste link para abrir o vídeo no Youtube, onde foi publicado por Choralnet.
É escassa a produção videográfica no Youtube sobre o poeta que começámos a estudar.
Tirando os vídeos com a declamação ou a recriação de alguns poemas - os últimos feitos por alunos - e uma série de quatro vídeos sobre a importância dos sentidos na obra de Cesário - interessante, mas talvez excessivamente técnica - sobre a vida do poeta só encontrei um que, ainda assim, inclui uma longa exposição-apreciação sobre a obra, apresentando aspetos da biografia só no final.
Fiz-lhe um corte com o Movie-Maker e, voilá, o que verdadeiramente vos pode interessar.
O original, que se encontra aqui, inclui toda a intervenção do Professor Dionísio Vila Maior e foi publicado por Choralnet, utilizador do Youtube, a quem agradeço a partilha.
É um filme de 1964 da autoria de George Cukor, baseado na peça teatral Pigmalião de George Bernard Shaw, e protagonizado pela inesquecível Audrey Hepburn, no papel de Eliza Doolittle.
Sinopse
A ação de My Fair Lady desenrola-se em Londres, no início do séc. XX, e conta a história de Eliza Doolittle (Audrey Hepburn), uma mendiga que vende flores pelas ruas escuras da cidade.
Numa noite, Eliza conhece um culto, solteirão e misantropo professor de fonética, Henry Higgins (Rex Harrison). Este, quando ouve o horrível sotaque de Eliza, aposta com o amigo, Hugh Pickering, que é capaz de transformar a simples vendedora de flores numa dama da alta sociedade, num espaço de seis meses.
O filme relata, de forma humorada, as sucessivas tentativas de Higgins em ensinar a Eliza regras de etiqueta, gramática e dicção e o choque de personalidade entre eles, até ao ponto em que se apaixonam.
fonte: Infopédia
Para além do visionamento do vídeo, proponho-te um desafio: encontra as semelhanças e os contrastes entre as corridas de cavalos no Hipódromo de Belém, narradas no capítulo x d´Os Maias, e estas de Ascot, magnífica e caricaturalmente retratadas no filme.
Já que a cena não é legendada, deixo também a Ascot Gavotte Lyrics, que fui buscar aqui, dedicada aos "amantes" de inglês.
Every duke and earl and peer is here
Everyone who should be here is here
What a smashing, positively dashing spectacle
The ascot opening day
At the gate are all the horses
Waiting for the cue to fly away
What a gripping, absolutely ripping
Moment at the ascot opening day
Pulses rushing, faces flushing
Heartbeats speed up, I have never been so keyed up
And second now they'll begin to run,
Hark a bell is ringing, they are springing forward look, it has begun
What a frenzied moment that was
Didn't they maintain an exhausting pace?
'Twas a thrilling, absolutely chilling Running of the ascot opening race
Contemporâneo de Eça, Quental foi o espírito brilhante e indomável que liderou a promissora geração 70, impulsionando e dando corpo a múltiplas realizações como a fundação do Cenáculo, do Jornal A República, das Conferências do Casino...
Exímio sonetista, Antero foi o poeta da contradição sofrida entre o sonho e a razão, considerando a poesia como "Voz da Revolução", como forma de alertar as
consciências para as desigualdades sociais e para os problemas da
humanidade.
Deixo-vos com um dos seus sonetos meus preferidos:
A um poeta
Surge et ambula!*
Tu que dormes, espírito sereno, Posto à sombra dos cedros seculares, Como um levita à sombra dos altares, Longe da luta e do fragor terreno.
Acorda! É tempo! O sol, já alto e pleno Afugentou as larvas tumulares... Para surgir do seio desses mares Um mundo novo espera só um aceno...
Escuta! É a grande voz das multidões! São teus irmãos, que se erguem! São canções... Mas de guerra... e são vozes de rebate!
Ergue-te, pois, soldado do Futuro, E dos raios de luz do sonho puro, Sonhador, faze espada de combate!
Antero de Quental
* «Ergue-te e caminha», palavras de S. Pedro
dirigidas a um paralítico, em nome de Jesus Cristo (Actos dos
Apóstolos, 3, 6).
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Eis o último episódio da série que temos vindo a divulgar.
O balanço de uma existência com tantos projetos de ação, que tanto prometia e, afinal, se dissipou no ócio, no diletantismo, em atitudes românticas em que o sentimento se sobrepunha à razão. Carlos e Ega, dois vencidos da vida, falam do seu desencanto enquanto correm atrás da lanterna do americano. Uma vaga luz na escuridão da vida, de um país.
Mas afinal qual é o mérito de Eça de Queirós? Que é isso da modernidade de Os Maias?
Os Egafilmes, ou publifilmes sobre Os Maias, são clips de vídeo criados por alunos do 11º ano, como vós, publicados num blogue de disciplina, melhor que o nosso, que pretendem conhecer e dar a conhecer o romance de Eça de Queirós.