Finalmente, mas ainda a tempo de fazerem umas consultas extra, cá vos deixo a brochura com outras poesias de Fernando Pessoa Ortónimo, para alargar as vossas experiências de leitura.
É bom lembrar que as obras de Fernando Pessoa se encontram em livro na BE. Façam-lhe uma visita.
Comemora-se em Portugal, com a ida ao cemitério rezar e colocar flores nas sepulturas dos familiares falecidos, porque no dia seguinte é o "Dia dos Fiéis Defuntos".
Na maioria das aldeias portuguesas, este dia é sinónimo de "bolos dos Santos", "castanhas e água pé“, por isso se chama o “Dia dos Bolinhos”.
É tradição as crianças saírem à rua e juntarem-se em pequenos grupos para pedir o Pão por Deus de porta em porta, recitando versos. Esta atividade é principalmente realizada nos arredores de Lisboa, relembrando o que aconteceu no dia 1 de Novembro de 1755, aquando do terramoto, em que as pessoas tiveram que pedir "pão-por-deus" nas localidades que não tinham sido atingidas pela catástrofe.
Em algumas povoações da Beira, os padrinhos oferecem aos seus afilhados um bolo, o Santoro.
Letra de Fernando Pessoa Música de Patxi Andión ------------------------------------ Vaga, no azul amplo solta, Vai uma nuvem errando. O meu passado não volta. Não é o que estou chorando. Lo que lloro es diferente Está en el centro del alma Mientras, en cielo silente La nube se mece en calma E isto lembra uma tristeza E a lembrança é que entristece, Dou à saudade a riqueza De emoção que a hora tece. Pero al fin, lo que es llanto En esta triste amargura, Vive en el cielo mas alto. En la nostalgia mas pura. No se lo que es, ni consiento / Não sei o que é nem consinto Al alma saberlo bien. / À alma que o saiba bem. Visto el dolor con que miento / Visto da dor com que minto Dolor que en mi alma es ser. / Dor que a minha alma tem
Ai que prazer não cumprir um dever. Ter um livro para ler e não o fazer! Ler é maçada, estudar é nada. O sol doira sem literatura. O rio corre bem ou mal, sem edição original. E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal como tem tempo, não tem pressa... Livros são papéis pintados com tinta. Estudar é uma coisa em que está indistinta A distinção entre nada e coisa nenhuma. Quanto melhor é quando há bruma. Esperar por D. Sebastião, Quer venha ou não! Grande é a poesia, a bondade e as danças... Mas o melhor do mundo são as crianças, Flores, música, o luar, e o sol que peca Só quando, em vez de criar, seca. E mais do que isto É Jesus Cristo, Que não sabia nada de finanças, Nem consta que tivesse biblioteca...
Se deste outono uma folha, apenas uma, se desprendesse da sua cabeleira ruiva, sonolenta, e sobre ela a mão com o azul do ar escrevesse um nome, somente um nome, seria o mais aéreo de quantos tem a terra, a terra quente e tão avara de alegria. Eugénio de Andrade