Timidamente iniciadas no 10º ano, as experiências também têm passado de ano. Chegámos ao 12º!
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Obras de Fernando Pessoa
A blogosfera é uma fonte de partilha extraordinária!
O blogue «Do Ano Onze», incluído aqui ao lado no separador "Laços Blogosféricos", foi quem nos deu esta dica:
Aqui podem fazer o download gratuito de obras de Fernando Pessoa.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Não tenhas nada nas mãos
30 de novembro de 1935 - 30 de novembro de 2012
Cumprem-se hoje 77 anos sobre a morte de Fernando Pessoa.
Cumprem-se hoje 77 anos sobre a morte de Fernando Pessoa.
Não tenhas nada nas mãos
Nem uma memória na alma,
Que quando te puserem
Nas mãos o óbolo último,
Ao abrirem-te as mãos
Nada te cairá.
Que trono te querem dar
Que Átropos to não tire?
Que louros que não fanem
Nos arbítrios de Minos?
Que horas que te não tornem
Da estatura da sombra
Que serás quando fores
Na noite e ao fim da estrada.
Colhe as flores mas larga-as,
Das mãos mal as olhaste.
Senta-te ao sol. Abdica
E sê rei de ti próprio.
19/06/1914
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Para ser grande, sê inteiro...
Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive. Ricardo Reis
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
O meu olhar é nítido como um girassol...
- O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
- Creio no mundo como num malmequer,
- Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos", 8-3-1914
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Não sei quantas almas tenho...
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: «Fui eu?»
Deus sabe, porque o escreveu.
Fernando Pessoa
sábado, 3 de novembro de 2012
Poesia Ortónima
Finalmente, mas ainda a tempo de fazerem umas consultas extra, cá vos deixo a brochura com outras poesias de Fernando Pessoa Ortónimo, para alargar as vossas experiências de leitura.
É bom lembrar que as obras de Fernando Pessoa se encontram em livro na BE. Façam-lhe uma visita.
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