A Net é um recurso maravilhoso!
Timidamente iniciadas no 10º ano, as experiências também têm passado de ano. Chegámos ao 12º!
quarta-feira, 27 de março de 2013
Luís de Sttau Monteiro
Trata-se de um documentário precioso com fragmentos de entrevista ao próprio autor.
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sexta-feira, 15 de março de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
«O Mostrengo»
Uma outra forma de abordar e divulgar a poesia de «Mensagem», pela Azeituna.
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O mostrengo que está no fim do mar
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O mostrengo que está no fim do mar
Na noite
de breu ergueu-se a voar;
À
roda da nau voou três vezes,
Voou
três vezes a chiar,
E disse:
«Quem é que ousou entrar
Nas
minhas cavernas que não desvendo,
Meus
tectos negros do fim do mundo?»
E o
homem do leme disse, tremendo:
«El-rei
D. João Segundo!»
«De
quem são as velas onde me roço?
De
quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse
o mostrengo, e rodou três vezes,
Três
vezes rodou imundo e grosso.
«Quem
vem poder o que só eu posso,
Que
moro onde nunca ninguém me visse
E escorro
os medos do mar sem fundo?»
E o
homem do leme tremeu, e disse:
«El-rei
D. João Segundo!»
Três
vezes do leme as mãos ergueu,
Três
vezes ao leme as reprendeu,
E disse
no fim de tremer três vezes:
«Aqui
ao leme sou mais do que eu:
Sou
um povo que quer o mar que é teu;
E mais
que o mostrengo, que me a alma teme
E roda
nas trevas do fim do mundo,
Manda
a vontade, que me ata ao leme,
D' El-rei
D. João Segundo!»
sexta-feira, 8 de março de 2013
quinta-feira, 7 de março de 2013
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Portugal, rosto da velha Europa
« A Europa »
Lápis sobre papel,1943
José de Almada Negreiros (1873 - 1970 )
«O dos castelos»Lápis sobre papel,1943
José de Almada Negreiros (1873 - 1970 )
A Europa jaz, posta nos cotovelos:
De Oriente a Ocidente jaz, fitando,
E toldam-lhe românticos cabelos
Olhos gregos, lembrando.
O cotovelo esquerdo é recuado;
O direito é em ângulo disposto.
Aquele diz Itália onde é pousado;
Este diz Inglaterra onde, afastado,
A mão sustenta, em que se apoia o rosto.
Fita, com olhar sphyngico e fatal,
O Ocidente, futuro do passado.
O rosto com que fita é Portugal.
Fernando Pessoa, Mensagem
-------Registo áudio ------------
Eis aqui, quase cume da cabeça
De Europa toda, o Reino Lusitano,
Onde a terra se acaba e o mar começa
E onde Febo repousa no Oceano.
Este quis o Céu justo que floresça
Nas armas contra o torpe Mauritano,
Deitando-o de si fora; e lá na ardente
África estar quieto não o consente.
Esta é a ditosa pátria minha amada,
À qual se o Céu me dá que eu sem perigo
Torne com esta empresa já acabada,
Acabe-se esta luz aqui comigo.
Esta foi Lusitânia, derivada
De Luso ou Lisa, que de Baco antigo
Filhos foram, parece, ou companheiros,
e nela então os íncolas primeiros.
Luís de Camões, Os Lusíadas (Canto Terceiro, estrofes 20 e 21)
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Imagens daqui e daqui.
Mais informação sobre o poema de Pessoa aqui e aqui.
Sobre a Europa, preciosidades a colher aqui.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
sábado, 26 de janeiro de 2013
Grande Livro
Este é o episódio da série «Grandes Livros», da RTP2, sobre «Os Lusíadas», obra-prima da literatura nacional e universal.
Vale mesmo a pena ver!
Vale mesmo a pena ver!
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